
Não foi um jogo de encher os olhos, mas a gente já viu Gre-Nais bem piores do que esse de ontem. Esse que vai ser lembrado pelo pontapé do Renan. O lance bobo que mudou o que em campo parecia difícil de mudar: o Grêmio ter chance de gol. Não era para ser uma vitória incontestável do Inter, mas o próprio Celso Roth confirmou na coletiva que o adversário esteve mais perto do segundo gol do que o time dele. Mais, a frase que define a partida veio do Rodrigo Caetano: “O resultado foi melhor do que o rendimento”.
E foi mesmo, ou alguém viu um chute de perigo do Grêmio a gol? Roth não inventou na escalação. Talvez pudesse ter deixado o Rafael Carioca ao invés de botar o Magrão, mas não chega a ser uma cagada. Tite é que surpreendeu ao botar Taison. O guri ganhou todas as corridas que apostou. Como todo guri que começa, foi meio afobado em algumas conclusões, mas também nada demais. Fora ele, ninguém foi assim um destaaaaaaaaque na partida. Sorondo? Talvez. O jogo poderia ser lembrado por algum drible do Roger ou pela janelinha do Nilmar. Mas não, vai ser lembrado pelo pontapé do Renan. Que não tem o que discutir. Ele deu o chute. Os árbitros geralmente não marcam? E daí? Esse marcou e tá certo, tá na lei. Alguém vai reclamar de impedimento no gol do Inter. Então alguém me diz se na hora viu alguma coisa. Não viu. O time todo do Grêmio e a comissão técnica eu sei que não viu. Tanto que no lance ninguém reclamou. Então não dá pra culpar o árbitro, senão vira discussão de bar entre torcedores, o que é insuportável.
No final das contas, ninguém saiu lamentando muito. Os colorados, por mais que neguem, estavam com medo de uma derrota, talvez até uma goleada. E os gremistas se escaparam da derrota na sorte. Ou melhor, na trave de Victor e, principalmente, nas travas da chuteira do Renan.



