Inferno Astral

By Carlos Corrêa

Eu fui batizado, fiz catequese e sei rezar o Pai Nosso e a Ave Maria. Não fiz a crisma e não lembro do Creio. Sigo acreditando que há algo maior que “controle” tudo, mas não me acho a mais religiosa das pessoas. Não pelo menos nesse sentido. A melhor definição de religião, aliás, é a da Winona Ryder no Caindo na Real: “Sou uma virgem não praticante”. Pois é, sou um virgem não praticante e sigo achando que a instituição Igreja é disparado a maior vilã de todos os tempos. Bem, mas beeeem na frente de concorrentes como os nazistas, os professores de física e o Maradona.
Mas enfim, toda essa enrolação para dizer que definitivamente, e religioso ou não, eu agora acredito em inferno astral. Sempre ouvi dizer que o período começa um mês antes do aniversário e vai até lá, mas só hoje descobri que como nasci em 5 de setembro, o meu começa dia 6, mas tá na margem de erro. Só que sei que direto no primeiro, PRIMEIRO, dia de inferno astral, na semana passada, fui fazer uma endoscopia. Beleza, eles te dão um sedativo que tu sequer lembra como voltou pra casa (no aviso diz, “não dirigir nem tomar decisões importantes após o exame”). Eu sei que voltei normalmente e até falei com a minha tia no telefone. Mas não lembro absolutamente nada. E, ainda que não tenha sido ruim nem nada, está longe de ser um bom programa fazer uma endoscopia. Pois bem, ainda meio grogue fui para o jornal de tarde editar o caderno da Olimpíada. Isso na terça-feira. Quarta-feira dá um incômodo no dente lá de trás. Nada demais, achei, mas como vou viajar depois dos Jogos e passar um mês fora, resolvi ver o que era. E tchanããããã: canal!!! Isso mesmo, dois dias depois de passar por uma endoscopia, lá estava Carlos Corrêa fazendo tratamento de canal, uma delícia. A última parte termina amanhã (ao menos espero). Espero só que o acúmulo de azar nesses primeiros dois dias de inferno astral tenha sido o suficiente para que não sobre má sorte até o aniversário.

P.s.: Descobri que além de inferno astral, existe também paraíso astral. E que o meu vai de 3 de fevereiro a 5 de março. E que fora ter passado o carnaval em Porto Alegre, não lembro de nada nesse período que justifique ter sido um “paraíso”.

4 Respostas para “Inferno Astral”

  1. Duda Amaral Disse:

    Na noite desta quarta-feira, a partir das 21h45min, continua o teu inferno astral, ao menos por mais 90 minutos…hehehehe. E eu, que estou longe do meu, acabei de ficar sabendo que além de um menisco, também rompi os meus ligamentos cruzados do joelho esquerdo e fiquei sabendo que meu plano de saúde não é plano de saúde, mas um convênio simpático que te faz descontos em exames e consultas…. Mas tô fora disso, esse papo de inferno astral é para quem é supersticioso. Tudo na vida pode ter uma interpretação boa ou ruim. Essa do teu dente, por exemplo, foi algo bom ter ocorrido agora para não te atrapalhar quando estiveres viajando. A do meu joelho também já que ficarei de molho por duas semanas, justo quando temos olimpíadas de madrugada para assistir e alguns livros atrasados para ler. Um abração…

  2. Carlos Corrêa Disse:

    É, pode até ter esse lado bom. O lado ruim é que não termina nunca e cada anestesia dói na alma.

    E lendo teu post do joelho, faço coro à Samanta e a tua mãe: larga a bola.

  3. Kel Disse:

    te conheci no meu inferno astral. rê.

  4. Carlos André Disse:

    Correria, inferno astral é astrologia.
    A única coisa que tem a ver com religião é o fato de ambas serem, a seu modo, superstições que resistem à evolução humana.

    Ah, ironia: eu sou ateu. Mas lembro do Credo.

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