Quatro bandejas e 15 imbecis

Nada de Tuta, Ramón ou Mano Menezes. O mérito ontem foi todo do Haroldinho, assessor de imprensa. Ele que se preocupou em garantir a vitória do Grêmio contra o Tolima do modo mais seguro possível. Lembra da história de ontem dos salgadinhos? Pois é, ontem ele levou quatro bandejas na cabine. Deu Grêmio, claro.

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Agora falando sério, o Grêmio fez o que tinha que fazer: ganhar. Se foi sofrido, se não jogou bem, isso é coisa para ser resolvida na seqüência nos treinos. O que importa mesmo são os três pontos e uma vaga que parece cada vez mais perto. O time está longe de ser brilhante? Qual time está sendo brilhante na Libertadores? Tirando o Santos, o resto é tudo igual até agora.

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O que também vai precisar de uma solução logo é a briga do Tcheco com o Edmílson. Ninguém é bobo para acreditar nesse papo de que “estava todo mundo muito ligado no jogo e essa cobrança é natural”. Bater boca a ponto de ser contido por outros jogadores senão teria empurrões não é natural coisa nenhuma. Ainda mais que não é a primeira discussão entre os dois. O próprio Mano na coletiva disse que a discussão continuou nos corredores. Ou essas arestas são bem, mas bem aparadas agora ou logo ali dá merda. Nunca esquecendo que semana passada o Tcheco já criticou publicamente os jogadores mais jovens do grupo. O risco do surgimento de panelas tá logo ali…

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Algum especialista ainda vai fazer um estudo sobre a falta de neurônios em alguns torcedores da Geral do Grêmio. E não tem essa de dizer que é “parte de torcedores” porque ultimamente 99,9% das confusões acontecem na Geral. Ontem, com o time ganhando, eles acendem aqueles sinalizadores e conseguem a façanha de parar o jogo. Pior, se acharam os tais com isso. Eu achava até pouco que não tinha saída pro mal que virou essa torcida, mas agora acho que tem. Basta as pessoas pararem de ir lá. Quanto mais gente lá, mais status para eles dão. Prender os caras ninguém prende, a polícia bater neles além de ser errado não adianta porque eles gostam de dizer que brigaram, mesmo que tenham tomado um pau, como geralmente tomam da BM. Então que fiquem fazendo confusão sozinhos até se darem conta que boa parte não passa de boyzinhos que só crescem quando estão com os amigos. E pr´aqueles 10 ou 15 que cercaram o carro do jornal na entrada com o original grito de “imprensa vermelha, via tomar no cú”, não custa lembrar que todo o público das cadeiras ontem mandou eles tomarem no cú no lance dos sinalizadores. E eram bem mais que 10 ou 15.

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Para completar. Exemplar a atitude do Mano ao chamar os repórteres para pedir desculpas publicamente ao Plein pelas alfinetadas no final de semana. Ainda que o Plein tenha se passado em muitas das coisas que disse, fez certo o Mano em reconhecer alguns dos erros. Falta agora o Plein fazer o mesmo.

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4 Respostas to “Quatro bandejas e 15 imbecis”

  1. Alessandra Says:

    Duas coisas.
    Primeiro: isso das pessoas não irem na Geral não faz sentido. Explico. Não existe uma TORCIDA ORGANIZADA. A Geral é um grupo de torcedores que se concentra naquele pedaço da arquibancada e que tem músicas próprias, coloca as barras, bandeiras, etc. Além de fazerem um bonito espetáculo, frequentemente fazem merda, o que é errado. Mas como as pessoas não vão ir lá? Vai abrir um clarão em volta dali? Quem fica perto da Geral vai assistir os jogos onde? Nas cadeiras? O Olímpico não é um latifúndio, tem que caber todo mundo e os espaços vão ser ocupados. Isso não ia fazer a menor diferença pra quem quer baderna. Não é por estar próximo da Geral que as pessoas concordem com o que eles fazem. A solução tem que vir de dentro do Olímpico, e não de fora (outros torcedores). Como que os foguetes entraram no estádio? Por que o Grêmio continua financiando viagens para esses torcedores? Por que o Grêmio não reforça o policiamento na área da Geral? Por que não coíbe a entrada de qualquer tipo de material pra torcida?
    Segundo: se determinado grupo de torcedores é capaz de jogar foguete pra dentro do campo, o que é pra eles falar meia dúzia de palavrões pra um carro de reportagem? É óbvio que isso é completamente errado, mas faz parte da mentalidade de pessoas desse tipo. Os mesmos que te xingaram são os que brigam na rua, fazem arrastão, atiram pedras, quebram carros, etc. Com essas atitudes, eles simplesmente acham que não têm nada a perder.
    Ah, um adendo: o Mano pediu desculpas públicas pro Plein, mas qual a posição do Pelaipe? Ele vai manter a “proibição” do Plein entrar no Olímpico novamente?

  2. Carlos Corrêa Says:

    É uma torcida com um mesmo nome, com os mesmos cantos, as mesmas características, o mesmo lugar, que viaja junto para jogos fora e que tem subsídio da direção, mas mesmo assim não é organizada? Ok, então.

    Quanto menos gente for lá, menos status a Geral vai ter. E com o tempo as pessoas vão deixar de ir. É que nem criança querendo aparecer, lá pelas tantas a solução é deixar de dar bola. Quando acontece coisas como essa semana, de atrapalhar o jogo, tem que noticiar. Do contrário, acho que é só dar cartaz para eles. Eu, no que posso, não cito mais o nome da torcida. Porque no fundo é o que eles querem, cartaz.

  3. Alessandra Says:

    As torcidas organizadas costumavam ter cadastro dos integrantes. E se reuniam com a direção volta e meia. E se dava alguma merda, o clube ia em cima. Mas como todo mundo diz, futebol é “dinâmico”, vai ver tem tudo isso na Geral hoje em dia… Eu acho que ela começa a tomar forma de (des)organizada, mas como as antigas (Torcida Jovem, Super Raça, Camisa 12, Gaviões da Fiel, etc, etc), ainda não é. O que rola é financiamento deles por parte do Grêmio (mas isso até a “Guarda Popular” do Inter ganha). E quanto a “não ir lá”, isso ainda é uma coisa que eu me pergunto: como, na prática, isso iria acontecer? Semana passada, no jogo contra o time aquele de Vacaria, Venâncio Aires, nem sei, eu fui lá pro outro lado e a Geral tinha pouca gente. Mas aí dá pq tinha menos de 10mil no Olímpico. Mas é só botar uns boneco a mais que já não tem como desocupar a área. É quase uma questão de Física, rs…no mais, os torcedores já se ligaram há horas que a Geral ta viajando…mas eles são muitos e acabar com determinadas práticas, como eu já falei antes, não é tarefa de quem torce, e sim de quem administra o troço 😉

  4. Carlos Corrêa Says:

    Simples, não indo lá, sigo falando. Óbvio que em jogo cheio, o espaço vai ter que ser ocupado. Mas sempre que possível, o ideal é não ir lá. Não vai dar resultado nenhum a curto prazo, algum a médio e talvez sim a longo. O primeiro passo que eu acho que tem que acontecer é parar de tirarem a torcida como exemplo, que principalmente para a gurizada, ela ainda é.

    E a Guarda Popular, do Inter, não é mais subsidiada. E justamente por isso eles estão berrando tanto. Ao menos essa foi uma decisão acertada do Píffero. Alguma coisa ele tinha que acertar…

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