Hola

Dormi meio demais, né? Achei que fosse rolar de atualizar ao menos na sexta-feira, mas não deu. Periga sair meio grande e certamente vai sair completamente fora de ordem. Dessa vez cheio de fotos. Vejamos no que dá…

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Ainda Montevidéu, claro.

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Começando pelo fim. Lá estou no aeroporto uruguaio, bem perdido olhando as coisas no free-shop, quando me dou conta do som que está saindo pelo alto-falante: “Señor Carlos Corrêa, por favor, vaya a la puerta número siete imediatamente”. Óbvio que mais do que imadiatamente, e nervosamente, o señor Carlos Corrêa vai ao portão sete. A chica atenciosa e hermosa pede para eu acompanhar ela porque vou ter que abrir a minha mala. Antes da gente ir até o embarque, no entanto, uma cena meio surreal. Chega outro cara no portão: “Sim, eu sou o Carlos Corrêa”. A guria olha com uma cara para mim: “Otro?”. Eu garanto que eu sou eu, esperançoso de que o problema fosse com o outro cara. Mas não, ele era Luiz Carlos Correa. Então tinha mesmo que abrir a mala. Alguns metros de nervosismo depois, tava tudo na boa. Eles só não estavam identificando os controles do playstation e não podiam abrir sem eu ali.

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Não existem mais alfajores em Montevidéu pra vender. Pelo simples fato que eu devo ter comprado todos eles.

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Cidade linda Montevidéu. Antiga sem parecer velha. A arquitetura é fantástica. E para quem chega de noite, com aquela avenida à beira do rio, é ainda mais impactante. E o bacana é que não é enorme. Mesmo assim, precisaria de bem mais tempo para conhecer tudo.

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Sem citar nomes para não comprometer os entendidos na língua hermana. Mas as melhores piores frases em um espanhol precário da semana foram, em ordem crescente: “Yo ser fulano” e “Si, está tudo prontito”.

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Na quarta, antes do jogo, demos uma banda pela cidade, até para ver como era o comportamento da torcida. No caminho, achei uma loja só de artigos antigos de futebol. O dono parecia ser meio que um daqueles doentes por futebol, tanto que estava colando figurinhas antigas num álbum antigo. Enfim, a loja tinha umas preciosidades. As coisas não eram só antigas, eram velhas mesmo. Perguntei por camisas do Penharol e ele me indicou o lado. Eram duas prateleiras, uma só com coisas do Nacional, outra do Penharol. Uma camisa mais bacana que a outra. E uma mais velha que a outra. Peguei uma bem antigona, de 1973, a da foto ali, na esperança de que tivesse um preço viável. Não tinha: 250 dólares.

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Eu não corro o risco de ser um viciado em jogos. Na terceira vez que eu perdi em uma daquelas máquinas slots no Cassino, desisti. Resolvi ficar com uma ficha de recordação e era isso. Até porque não entendi bulhufas de como se joga. O cara que estava jogando do meu lado acho que entendia. Porque na terceira ou quarta vez que perdeu, ele deu um murro na máquina.

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Ver desenhos em espanhol é muito divertido. O Salsicha vira El Flaco e a Welma só ficava dizendo “Qué pasa, Scooby?”.

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Algo que eu já tinha ouvido e agora confirmei. Os uruguaios são fodões em relação à carne. Puta merda, a carne que eles fazem lá é boa demais. O pedaço de costela que comi no último dia era de se comer ajoelhado agradecendo. Em compensação, no resto eles mergulham os trecos em gordura. As batatinhas que vinham nos chivitos podiam vir com canudinhos junto de tão molhadas…

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O Centenário. Sinceramente? Achei que fosse maior e mais imponente. Claro que tem todo o lance histórico, mas for isso, sou mais o Beira-Rio e o Olímpico. O bacana é a torre do outro lado, que parece uma coisa meio Star Wars de noite com aquela luz azul.

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Frio. Muito frio. Até o dia do jogo eu ainda comentava com o resto do pessoal que tinha levado roupa par caramba e nem fazia tão frio. Então fui para o jogo com um blusão e o casacão. Só que lá a área que fiquei era aberta. Com mesinha para laptop e tomada, tipo Copa do Mundo. Genérico, claro. Mas era tudo aberto. E era de noite. E ventava. E estava 10°C. Ou seja, a sensação era de uns cinco para baixo. Friaca pegou afu durante o jogo.

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O jogo? Acho que o Grêmio pode reverter sim, mas ninguém passa impune com Nunes e Gavilán no meio de campo. E se continuarem deixando passar todas por cima, aí sim que a vaca vai para o brejo. Até porque a imortalidade lá pelas tantas termina. Um gremista na fila do aeroporto reclamava que estava de saco cheio de todo jogo virar um parto. Queria uma vez na vida uma classificação mais fácil. Eu acho que até poderia rolar, mas como o Juventude não tá na Libertadores…

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Hasta.

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2 Respostas to “Hola”

  1. Alessandra Says:

    E me conta: rola muito preconceito dos uruguaios em relação a vocês, argentinos?

  2. Carlos Corrêa Says:

    Eu podia te processar por danos morais…

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