Can you feel it? Rocking the city

Can you feel it? Rocking the city
Ah yeah, straight out of nowhereness
Like a fist, can’t resist you, oh no
I tell you something

You know I love ya, just wanna touch ya
Stand up, knock me right off my feet
Hard to beat
Hard to beat
Hard to beat

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Então não precisava marcação especial no Riquelme?

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Assim, deixando esse lance de frase de efeito e apoio do “Eu acredito”, vamos combinar que no fundo ninguém acreditava. Tinha uma ponta de esperança, o que é diferente de acreditar. O pessoal acreditava até o Patrício trombar com o Teco e fazer o gol contra na Bombonera. Ali deu pra bola do Grêmio. A Conmebol, por exemplo, não acreditava. Duvida? Dá uma olhada no primeiro parágrafo do material entregue para a imprensa na quarta-feira, antes do jogo:

“Boca Juniors está a un paso de lograr su sexto título en la Copa Toyota Libertadores, tras su cómoda victoria de Buenos Aires la semana anterior, con un resultado que no resulta extraño a la luz de su desempeño como visitante este año: con el mismo marcador de 3-0 superó a Toluca en Segunda Fase, a Vélez Sarsfield en Octavos de Final y a Cúcuta Deportivo en Semifinales”.

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O exemplo é da torcida do Grêmio, mas vale o mesmo para a do Inter. Os 2 a 0 de quarta-feira deixaram claro uma coisa: futebol se ganha no campo, por mais que isso decepcione algumas torcidas que acham que têm papel decisivo nos jogos. Se superestima a torcida que acha que o time ganhou por ela. Não ganha. Que a final sirva para mostrar que não adianta fazer berreiro em aeroporto ou foguetório em hotel de madrugada. Grêmio e Inter não precisam de foguetes para ganhar. Vão ganhar se jogar. Só.

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Como quem falou foi o próprio Paulo Odone, me sinto mais à vontade em criticar: o Olímpico não tem estrutura para sediar uma final de Libertadores. “Sinto vergonha”, foi a frase do Odone. Tem razão ele. Não ter lugar para toda a imprensa, mesmo cadastrada, é o ó. Pedir para os torcedores chegarem cedo, eles chegarem às 18h e encontrarem um caos, é o ó. Não ter condições de trabalho nas cabines é o ó. Não ter acesso à única área que tinha condição de trabalho é o ó. Na cabine onde a gente fica lá pelas tantas chegaram uns jornalistas argentinos. Deu um tempo e eles foram retirados de lá pelo pessoal do Grêmio de forma constrangedora, aos gritos. Só faltaram bater nos caras. E faltou bem pouco.

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cloque.jpg

Devo ter batido o meu recorde de chegar cedo para uma cobertura de jogo. Olhei para o celular na hora que saímos do jornal. Eram 17h21min. O jogo, lembrando, era 21h45min.

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Quando acabou o jogo, a torcida do Grêmio bateu palmas para o time e os jogadores bateram palmas para a torcida. Os torcedores mereceriam bem mais palmas que os jogadores. Bem mais. O que rolou em Porto Alegre nesses últimos dias merece um tratado, um estudo. O sentimento de confiança mesmo com um 3 a 0 contra, e pró Boca, beira o surrealismo. Esse otimismo do torcedor era de longe maior que o dos atletas. Tinha gente dando entrevista na terça-feira que era o retrato do desânimo.

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Todo mundo bate no Paulo Pelaipe pela caricatural frase “O Boca é um Caxias com grife”. Queriam que ele dissesse o que? Que o jogo estava perdido? Que era pra ficarem em casa que a vaca tinha ido pro brejo? Ele fez o que tinha que fazer e fez tão bem feito que o Olímpico estava atrolhado com um monte de gente achando que o impossível era possível. Botou a cara pra tomar tapa e até tomou, mas teve o mérito de não se omitir na hora mais complicada.

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Post tá sendo redigido num bloquinho dessa vez. Tô aqui no salão de espera do Conselho Deliberativo do Grêmio enquanto não acaba uma reunião que virou a pauta da noite. E que acho que nenhum dos reunidos vai querer falar. Como acabou a bateria do meu celular e nem um joguinho me resta, vim pro bloco. No que acabar ali, acaba aqui.

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Matei minha curiosidade sobre uma bobagem na final. Sempre quis saber se a escolha do craque da final era das duas finais ou só do último jogo. Parece uma dúvida imbecil, mas sempre ouvi dizer que valia só pro último jogo. Aí fiquei pensando: “E se o Grêmio ganhar de 2 a 0 com um partidaço com direito a dois gols do… sei lá… Patrício. Posso votar nele?”. Resposta: não. Recebi uma das cédulas para votar. Em cima dizia assim: “Qual foi o melhor jogador da equipe campeã na final?”. Se bem que quando o Riquelme fez aquele golaço qualquer dúvida foi pro saco mesmo.

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Aliás, viu no replay que ele nem olha pra goleira na hora do gol? Craque é foda, né? E também tem uma bela noção de marketing. Ou vai dizer que ele não se deu conta de que essa comemoração estaria em todas as capas na Argentina?

portada.jpg

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Alguém me explica por que vaiaram o Lucas?

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Ó, acabou a reunião. Quer dizer, pra mim. A secretária veio me dizer que não vai ser definido nada hoje e que ela tem que me pedir para descer. Resumindo, ela gentilmente está me mandando embora e terminando o post.

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Vou ali escutar Hard to Beat e volto depois.

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