Sgt. Pepper

Confesso, tem batido a preguiça de atualizar.

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Parei na sexta, né? Sábado então…

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Sabe como funciona a cobertura de uma prova de maratona aquática? É mais ou menos assim: tu vê o pessoal largar e quase duas horas depois tu vê o pessoal chegar. Se nesse meio tempo tu quiser ver um filme, jogar uma bola ou comprar abóbora-menina na feira, dá na mesma. No sábado foi assim. Era a primeira competição do Pan depois da cerimônia de abertura. Não a primeira do Pan porque essas foram antes mesmo de abrir. Maluco assim. Mas então… Um calor de rachar e eu obviamente esqueci de levar o boné. Um Sundown da vida, então nem pensar. Como tinha que mandar a matéria assim que a prova terminasse, me sentei no calçadão e fui adiantando o material. Isso e ouvindo o locutor da prova dizer que os brasileiros estavam em primeiro… depois em segundo… em terceiro, segundo, primeiro… e assim vai. Com certeza, quem viu pela TV viu mais que eu. Depois da prova, as pessoas que viram de casa, me diziam “Que tri, a chegada foi por diferença de um braço só né?”. E eu quase respondia: “É, ouvi dizer”. Porque ver, eu não vi nada da distância onde a gente fica.

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O que é a tecnologia. Indo do Riocentro para a Arena Multiuso, fui acessando a internet pelo laptop no táxi mesmo. Ok, os japas devem fazer isso há anos… Mas pra mim, foi a primeira vez. Curti a minha primeira vez.

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Voltando um pouquinho… Terminou, manda matéria, liga pra confirmar se chegou, chegou, nos tocamos pra Arena Multiuso porque tinha final por equipe da ginástica masculina. Vou dizer que aquele ginásio é o que eu mais curti no Pan até agora. O lugar para trabalhar é ótimo, a visão é ótima e de quebra as competições foram legais. Aí deu prata por equipe, coisa e tal…

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Nova corrida, agora para a esgrima, porque o João Souza estava nas semifinais e portanto já tinha garantido bronze. Acabou sendo só bronze mesmo, na hora foi meio assim, mas uns cinco minutos depois, caiu a ficha em todo mundo que era um baita resultado, já que há 32 anos, a esgrima não fazia medalha em Pan. Eu confesso que fiquei bem feliz porque conheço o João e sei que é um guri gente boa pra caramba, assim como o Alexandre Teixeira, técnico dele. O cara conseguir uma medalha em um esporte que é um mistério pra 90% da população é algo a ser reconhecido. Tomara que finalmente role um patrocínio para ele, até porque as chances do cara ir pra Olimpíada são bem grandinhas.

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Da esgrima de volta pra ginástica. Agora pra ver a competição por equipes feminina. A essas alturas do campeonato, todo mundo sabe o que aconteceu. As gurias ficaram com prata, todo mundo se apaixonou pela Jade Barbosa (me too) e uma parcela significativa das pessoas quis vaiar os Estados Unidos mas achou a Shawn Johnson tão fofinha que ficou com pena. Menos o Oscar, claro. Sim, porque o Oscar – aquele do basquete – berrou o tempo todo. E berrou demais, no mau sentido. Aliás, que sentido faz gritar “Vamo lá! Força! Vamo lá Concentra! Concentra!” para uma menina de 16 anos? A intenção pode ser boa, mas na prática mais ajuda que atrapalha. Aí a nossa musa caiu no último aparelho, tadinha… Mas rolou uma prata ainda, o que foi bom.

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Esquece a Daiane dos Santos e a Daniele Hypólito nesse caso. Mas todas as outras são umas crianças. Crianças. A coletiva depois da prata deixou isso clara. As gurias ficavam fazendo piadinhas entre elas e dando uns risinhos daqueles de 10, 11 anos. Tudo por causa dos tradutores, que é bem verdade, estavam mais para engraçados que para competentes. Parecia aquela cena do Lost in Translation. As gurias iam lá, falavam uns cinco minutos e lá vinha a tradução nuns 20 segundos.

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Vamos deixar claro que eu só criticaria o Oscar aqui. Passei do lado dele no corredor e fazendo um cálculo rápido, dois eu não alcançam um ele.

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Lembra que eu falei do sol na maratona aquática, lá na praia de Copacabana? Taí a cara com tom pimentão na disputa da esgrima.

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Na correria ainda deu tempo de dar uma volta na saída e conhecer o bar da frente da pizzaria Copacabana, que a Mari disse que é super conhecida. Eu nunca tinha ouvido falar, mas se ela disse, então é. Lá pelas tantas até entraram num bar uma turma de atores daqueles menos conhecidos, que só fazem papel de coadjuvantes. Os famosos quem…

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Aí finalmente eu dormi.

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