ResuPan I

Ok, tá na hora de deixar a preguiça de lado. A minha preguiça, claro.

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É, a idéia de um post por dia no Pan gorou no segundo dia. A correria foi bem maior do que eu imaginava. E a idéia de ir recuperando um por um dos dias também gorou. Então vai um saladão das coisas que eu me lembro e o que faltar, se eu lembrar aos poucos, vou botando aqui.

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Já é?

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Idéia que bateu agora: vou tentar lembrar por esportes, certo? Ao menos fica mais fácil.

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Ou não. Que tal começar pelas cerimônias? É isso aí.

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Bom, como a cerimônia de abertura eu já tinha falado num post anterior, fiquemos só com a de encerramento.

Sinceramente? Bem meia-boca, não acharam? Vai ver porque na de abertura todo mundo ainda desconfiava da capacidade do Brasil em fazer uma coisa grandiosa e quando viu que rolou, ficou boquiaberto. Dessa vez, quem esperava algo igual, sifu. A começar pelo chuvisqueiro xarope que estava no dia e que afastou muita gente. E a própria cerimônia foi meio chatinha. Quando anunciaram que teria Fernanda Abreu com funk até surgiu uma luz no fim do túnel. Mas ela fez uma apresentação mais burocrática impossível. Funk comportadinho? Então que chamassem de uma vez uma Deise Tigrona ou Tati Quebra-Barraco que botava aquilo lá abaixo. E o que foi os Caymmi chamando o vento? Só não ganha fácil o prêmio de coisa mais chata do Pan porque afinal de contas tinha beisebol, badminton, pingue-pongue… Ah, foi tão chato que eu nem vi que foi ali que eles apagaram a pira. Tanto que parei lá pelas tantas de escrever, olhei para o Montanha e disse “Ih, deu alguma coisa errada, viu que a pira tá apagada?”. Aí ele explicou numa mistura de desdém e surpresa pela minha mosquice que o tal vento que eles chamaram foi que apagou. Ahhhh…

Pra completar, algo que suponho não tenha saído nas transmissões. Pouco antes do começo “oficial” do evento, entram os apresentadores Róbson Caetano e Virna (que aliás está beeeeem). Frase feita aqui, “vamo lá galera” ali e o ex-corredor começa os elogios do Pan. Elogia os voluntários, os atletas, o pai do badanha e… os torcedores que vaiaram os adversários. Isso mesmo. Foi mais ou menos assim: “Parabéns a todos aqueles que vaiaram. Tá certo mesmo, tem que vaiar. Ganhamos em algumas competições por causa disso. E mais, lá fora ninguém fica torcendo pra gente”. Foi ovacionado.

Belo exemplo…

Ó um trechinho do final…

Daniela Mercury e Chico César na abertura. Temi até o final que aparecesse o Carlinhos Brown no encerramento…

Ah, tremia aquela cabine do Maracanã que é uma beleza…

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Atletismo

Eu achava que era legal cobrir as competições de atletismo. Achava. Porque assim… o tempo todo estão rolando umas três provas paralelamente, então não tem como tu ficar prestando atenção em todas. Fora que o lugar que a gente ficava era do lado oposto a onde rolava salto em distância, salto triplo… e bem longe do salto com vara. Resumindo, a gente só tava perto da chegada das corridas e do salto em altura. Quer mais? As entrevistas aconteciam depois de cada prova. Ou seja, tu tinha que descer pra zona mista e ficar esperando. Enquanto isso, seguiam as provas lá em cima… Eu estava lá no Engenhão e não vi, por exemplo, nem a Fabiana Mürer ganhar o salto com vara nem a Juliana dos Santos nos 1.500m. Até porque na zona mista os atletas tinham oito minutos para falar. Mas só a Globo segurava eles uns seis… Nos primeiros dias, eu adotei a postura educada, de tentar achar um lugar na boa sem empurrar ninguém. No último, o cotovelo já tinha virado artigo de primeira necessidade… Pior é que tudo acabava muito tarde (em termos de jornal). Para voltar até o Riocentro e depois para o hotel, dava mais de uma hora. Então em alguns dias a saída era adiantar o material no ônibus. Até que a gente se deu conta que o melhor mesmo era fazer tudo lá do Engenhão mesmo e depois ir embora liberado.

Em tempo, Fabiana Mürer é uma das minhas cinco musas do Pan. Junto com ela, uma corredora das Ilhas Virgens que eu não faço idéia do nome. As outras três eu vou pensando mais adiante…

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Finaleira do atletismo no Engenhão

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Basquete

Buenas, o feminino eu não vi nenhum jogo. Do masculino, cobri a final. E do jogo não tinha nada interessante que valha a pena lembrar. Muito mais interessante foram os gritos de homenagem da torcida ao nosso querido ídolo Galvão Bueno. Primeiro, rolaram as comparações com aquele animal parecido com o alce. Mas a mais legal foi a última, um Tomar no #@*@!!! Galvão!!! no mesmo ritmo do “Vamo, vamo, Inteeeer!!!”. Aí ele fazia de conta que não tava ouvindo nada. Só que lá pelas tantas a galera começou a gritar os nomes do Oscar e da Hortência, que estavam com ele na cabine. E eles acenaram em resposta. Ou seja, se eles ouviram…

Vê aí se dá pra escutar direito o grito da galera homengeando o mestre…

Foi no basquete que eu vi a melhor camiseta do Pan. Enfim, alguém concorda comigo…

pan1.jpg

E agora, Gollum?

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Beisebol

Vamos falar sério. Beisebol? Só americano mesmo para gostar. Ok, o que esperar mesmode quem elege o Bush e idolatra a Britney Spears? Taco é muito mais legal e divertido. Pelo menos tem aquele lance do “licença pra um”, “licença pra dois”, “dispensa”, “entrega os tacos”…

Meno male que o único dia que cobri um jogo de beisebol rendeu umas histórias boas, todas cubanas.

O lance era o seguinte: tinha sido divulgado um pouco antes do início do Pan que o filho do Fidel Castro estava na delegação cubana do Pan. De cara a gente viu que aquilo era a matéria a ser feita. No dia seguinte, falei com uns cubanos no handebol e eles me disseram que el hijo era médico da seleção de beisebol. Beleza, na segunda-feira, teria um jogo entre Cuba e Venezuela lá pelas 11h, um horário bom, já que não tinha nada mesmo aquela hora. Nos tocamos para a Cidade do Rock (onde foi o Rock in Rio, manja?) e ficamos lá esperando. Me sento na arquibancada no meio de um monte de cubanos e fico ali vendo o jogo, aquela coisa chata. Dou uma espiada para baixo e um deles está com um livrão, “Estratégias Olímpicas – Juegos Panamericanos Rio 2007”. Na capa, uns atletas abraçados a um militar de verde oliva (não era nem o Fidel nem o Raul) e a seguinte frase: “Ideas, honor e dignidad”. E todos eles com umas bandeirinhas de papel. Pensei: “bem que eu podia conseguir uma bandeirinha dessas”. Na hora de descer, me fiz de bobo e perguntei pra um deles: “Onde eu acho uma dessas para comprar?”. O cubanito que tava do lado dele fez uma cara como se eu tivesse perguntado se a mulher dele tava bem em casa. “Isso não é algo que se vende!”, respondeu, brabo. Resignado, ia saindo, quando o cara que eu tinha dirigido a pergunta me diz “Quer uma?”. E me deu a bandeirinha. Viu como não se vende mesmo?

Faltava ainda o filho do hômi. Acabou o jogo e ele vinha saindo. Não tinha quase ninguém de imprensa, era só a gente, um cara da Globo.com e a equipe da ESPN Brasil. Aí o repórter deles e o Rodrigo Koch, da Guaíba, chamara el hijo: “Tony! Tony!”. Pouco esperto, ele só abanou e fez meia volta, preferindo sair por dentro do campo. Não por isso, a gente deu um pique digno dos 400m e chegamos na outra ponta antes dele. Ficamos no portão de um jeito que não tinha como ele passar sem falar com a gente. E ele falou. Pouco, mas falou…

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