Archive for junho \30\UTC 2009

Sienninha

junho 30, 2009

sienna

É um filme sobre os Comandos em Ação.

É, isso mesmo. Um filme sobre aqueles bonequinhos que a gente tinha – eu ao menos tinha – quando éramos menores.

Mas e daí? Sienna Miller. Morenaça. Com roupa de couro. Pra que mais?

G.I. Joe

Anúncios

Pesquisa de preço é o caramba

junho 27, 2009

mj

Pouco influenciável que sou, ontem saí pra comprar o DVD de clipes do Michael Jackson – verdade seja dita, já queria há tempos, a coisa toda essa semana só catalisou o processo. Então estou eu ontem, um dia após a morte do cantor, no Barra Shopping, e de cara vou na Saraiva. Como era de se pensar, havia sobrado pouca coisa, já que uma galera teve a mesma ideia que eu. Olho, olho, olho e acho o Number Ones, o DVD dos clipes que eu queria. Pergunto pro cara quanto é, ele diz que tem que tirar da caixinha de proteção pra conseguir ler o código de barra. Sem problema. Volta o cara: R$ 40 ou algo assim. Penso, penso e resolvo ir na Fnac só por via das dúvidas pra ver se está mais barato.
Não devo ter levado cinco minutos pra chegar na Fnac, na outra ponta do shopping. Procuro e só acho o DVD do show, que não era bem o que eu queria. Falo com o atendente e ele responde o esperado:
– Esgotou hoje.
Beleza, vai o da Saraiva mesmo. Volto na Saraiva. Não deve ter dado outros cinco minutos, ou seja, contando tudo um pouco mais de 10min. Vou na mesma prateleira e nada. Mas como o cara tinha tirado da caixinha, podia estar com ele. Pergunto e explico pro atendente. Ele vai lá dentro ver se ficou no balcão. Volta com um sorriso meio amarelo:
– Aquele era o último e está na mão daquela cliente ali – diz, apontando para uma gordinha baixinha e quase rindo de canto da minha “desgraça”.
A vontade de dar uma voadora e pegar o DVD antes que ele caísse no chão era grande. Como ela estava com outros na mão, até cogitei esperar ela ir no balcão, na esperança de que ela achasse tudo muito caro e desistisse.
Ela não desistiu. E eu perdi o último DVD do Michael Jackson por dez minutos.

Se falou macaco, foi racismo

junho 26, 2009

racis

Eu não sei o que o Maxi López falou para o Elicarlos, ontem, perto da linha do meio de campo no gramado do Mineirão. As câmeras mostram o argentino falando algo e o Wagner, do Cruzeiro, partindo para cima dele como o Zidane foi para cima do Materazzi na final da Copa de 2006. Não sei o que foi dito, mas me dou ao direito de achar que não foi pouca coisa pela reação. Daí a afirmar que houve racismo vai uma distância considerável e eu não sou irresponsável. Nem tendencioso.
O que eu sei, e disso tenho certeza, é que racismo é crime sim e é nojento. Diminuir alguém por causa da cor da pele é baixo demais e não cabe em lugar nenhum, seja em um jogo de futebol, seja numa rinha de galo ou onde for. E por isso me preocupa a postura de alguns dirigentes que acham ser normal um jogador chamar o outro de macaco. Argumentam que “é coisa do futebol”. Não é. Mais do que isso. Se para alguns ainda é, que deixe de ser. Por isso, ontem era a hora dos dirigentes deixarem claro isso. Se o Maxi não disse nada, beleza, defendam o jogador. Mas não venham dizer, como ouvi do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, que “macaco” não tem uma conotação pejorativa. Ah não? Pior que isso, só a tentativa de explicação do dirigente: “Ele falou, mas não foi nesse sentido. É como eu chamar alguém de veado”. Ah, então acusar fulano de veado é normal também?
Como eu disse no começo desse post, eu não sei o que o Maxi falou e portanto não posso julgar ele. Posso sim – por mais que alguns dirigentes achem que a verdade pertença a eles – julgar todos os outros fatos consequentes desse episódio. E meu amigo, é uma sucessão de erros de todos os lados. Quer ver só?
# A ação da polícia
Os policiais de BH foram ao vestiário e não encontraram o jogador do Grêmio. Era lógico que ele estava no ônibus. Por que toda uma ação truculenta, com direito a segurança sendo algemado e arma sendo sacada se o argumento era de que um atleta precisava ser levado para depor?

# A ação do Cruzeiro

Rolou racismo? Vai lá e denuncia. Denunciou? Pronto, acabou, tu já fez tua parte. Dar a entender que essa ou aquela direção fez isso pensando em criar clima para o outro jogo nada mais é do que armar clima para o outro jogo. E por mais que ache que isso não muda em nada o teor e a legitimidade da denúncia, esperar o final do jogo para falar de um caso que aconteceu no primeiro tempo é de fato meio estranho.

# A ação da direção do Grêmio
Uma vez que foi informado que a polícia queria ouvir o jogador, por que armar todo aquele circo? Barrar a entrada de policiais no ônibus? Se negar a sair da frente? Por algum momento passou pela cabeça de alguém ali que a polícia iria desistir de ouvir o Maxi? Tentar uma negociação rápida para a saída do jogador era o mais sensato. Quanto mais expectativa tu cria, é óbvio que maior será a tua exposição. Deu no que deu.

# A entrevista do Paulo Autuori
Paulo Autuori chegou com fama de gentleman. E de fato, nas primeiras semanas, honrou a fama. Em todas as entrevistas foi atencioso, sincero nas respostas e sempre claro ao explicar cada uma delas. Nessas últimas semanas algo parece tirar um pouco da paciência do treinador, talvez reflexo da instabilidade do time, que ainda não engrenou como devia. No final de semana, já havia dado uma impressão de irritação na coletiva depois de empatar com o Goiás. Nada demais para os repórteres que conviveram mais de um ano com Celso Roth, mas estranho para quem vinha se acostumando com o Autuori way of life. Pois ontem, depois do jogo, ele até foi bem. O problema foi depois do depoimento, na saída da delegacia. Só a tensão de quem pouco antes recebera voz de prisão por desacato à autoridade (posteriormente retirada) explica uma pessoa inteligente e culta como Autuori afirmar que não há nada demais na suposta acusação de racismo. Afirmar que isso acontece sempre e que é do jogo. Afirmar que é hipocrisia. Mas o pior: afirmar que temos que nos preocupar com coisas mais importantes? Desculpa, Paulo, posso até estar errado, mas acho que me preocupa mais uma acusação de um jogador chamando um colega de macaco do que as falhas da zaga do Grêmio.

# A postura do Grêmio para o jogo da volta
Conversei demoradamente com o assessor de futebol Luiz Onofre Meira hoje à tarde. Estou pra dizer que foi das melhores conversas que já tive com ele. Talvez não tenhamos concordado em nada, mas cada um apresentava seus argumentos, respeitava o do outro e seguia o papo. Pena que quando chegou o outro dirigente, André Krieger, a coisa não foi pelo mesmo caminho. Mas voltando… Questionei o Meira se quando a torcida do Grêmio grita “Chora macaco imundo” é racismo. Ele acha que não. Eu acho que sim. Muita gente acha que não. Muita gente acha que sim. Respeito quem ache que sim. Perguntei se não era mais adequado a direção pedir, de alguma forma, que a torcida não gritasse especificamente esse verso, ao menos nesse jogo, já que querendo ou não o Grêmio está em meio a um caso de racismo e todas as atenções sobre isso vão estar voltadas para o Olímpico na semana que vem. Resumindo: vai que alguém bronqueia com isso e tira o mando de campo. O Meira acha que o Grêmio não corre esse risco e argumenta que o clube não tem poder sobre 50 mil torcedores. Entendo o posicionamento dele, mas acho que nesse jogo é dar chance pro azar. Por fim, perguntei se não era o caso ao menos de orientar que não houvesse gritos racistas contra o Elicarlos, caso ele jogue em Porto Alegre. Foi a resposta que, confesso, mais me incomodou. Diz ele que isso foge do controle deles e que acontece em vários lugares. Ponderei se não cabe aos dirigentes ao menos dar o exemplo para que coisas assim deixem de acontecer. “Acho que tu está sendo muito rigoroso”, disse o Meira.
Meira, contra racismo, posso ser rigoroso sim. E acho que tu, o Grêmio, o Inter e qualquer outro time deveria ser também. Quem sabe quando todo mundo for, a gente só discuta os resultados da rodada.
Tomara.

R.I.P.

junho 26, 2009

Michael Jackson

1958 – 2009

Thriller, o melhor clipe já feito na história.

2012

junho 19, 2009

Como Independence Day (ok, eu acho o máximo, mas sei que no fundo é uma porcaria), Godzilla e, principalmente, O Dia Depois de Amanhã já nos mostraram, convém aproveitar os filmes do Rolland Emmerich antes que eles estreiem, já que tudo o que os teasers e trailers têm de bom, os filmes têm de ruins.

2012, com estreia prevista para outubro, tem o trailer mais sensacional dos últimos tempos. Fosse outro diretor e até rolaria uma expectativa, mas com ele o negócio é curtir agora e reclamar depois.

Dá uma olhada no trailer e me diz se não é de babar.

Galvão Bueno é gênio

junho 15, 2009

haja

Há pouco, terminou o jogo do Brasil, 4 a 3 contra as múmias. Mas isso é o de menos. Lá no finalzinho, partida empatada, encrespada, até que sei lá quem chuta a bola e um dos egípcios tira meio com o braço, meio com o ombro. Galvão Bueno berra pênalti. O árbitro não dá nada. Então Kaká, Lúcio e os outros jogadores saem gritando, pedindo a penalidade. Aí o Galvão manda uma pérola: “Quando todo mundo reclama é porque aconteceu”. Simples assim. Genial! Fantástico!
A verdade é que o narrador que se dá ao direito de ter domicílio em Monte Carlo é tão notícia quanto os eventos que comanda faz tempo. O estilo dele pode agradar ou não, mas chegou a um ponto em que ninguém fica alheio a ele. Canso de ouvir pessoas dizendo que começam torcendo pro Brasil,  mas lá pelas tantas passam a secar porque o ufanismo dele é tanto, mas tanto que irrita. É verdade. Mas só é verdade se as pessoas levarem ele a sério. E tá aí o erro, o pessoal leva o Galvão muito a sério. Relaxem, curtam mais e vocês vão ver o quão gênio ele é. Ou ao menos engraçado.
Daqui uns 10, 15 anos, Galvão Bueno vai ser cool. Mas por enquanto, ele tá naquela fase em que o divertimento da galera é dar pau. Só pra lembrar outro exemplo, guardadas às devidas proporções. Quando eu era criança, o Didi era “o” cara na comédia. Aí os Trapalhões acabaram, ele começou a fazer filmes com a Xuxa, programas com ex-BBBs e por um bom tempo, foi pau e pau. Hoje em dia, ninguém se atreve a contestar o quão ruim são aqueles programas dele no domingo, mas também ninguém se atreve a negar que no conjunto da obra, ele foi gênio. Pois então, só o tempo vai provar o quanto Galvão Bueno é gênio. Bom narrador nem se discute. Mas tem mais que isso.
As partidas/corridas/lutas/disputas vêm com as opções “com emoção” e “sem emoção”. Sem ele, são competições esportivas. Com ele, viram eventos. Caramba, tem como não se divertir com um cara que dá palpite sobre tudo, de futebol à natação? Que puteia o comentarista de arbitragem quase todo jogo? Que vai contra os próprios replays só porque está torcendo para um dos lados? Na boa, menos realidade e mais diversão, gente. Vocês têm a opção de assistir com ou sem Galvão. Se tu quer seriedade, troca de canal, liga o rádio, vai escutar os palpites furados do Cléber Machado, faz alguma coisa. Mas te garanto que ver com ele é muito mais divertido. Qualquer outro narrador “imparcial” diria que o lance no jogo do Brasil era duvidoso. Eu continuo preferindo ser surpreendido com uma tese cheia de embasamento científico, tipo “quando todo mundo reclama, é porque aconteceu”. Afinal, nada melhor do que começar o dia rindo. Haja coração, amigo!

She

junho 3, 2009

kate2

Fazia tempo que ela não dava as caras aqui.

Mas uma vez Kate, sempre Kate.

09.09.09

junho 2, 2009

B1

b4

b3

b6

b5

Alguns vão dizer que é só um jogo de videogame.

A gente sabe que não.

Rockband Beatles, em setembro.